Os acontecimentos históricos do Rio grande do Sul

20 de Setembro: Na onda de insatisfação contra o governo imperial, a quem culpavam de fazer uma política nefasta ao estado, em 20 de setembro de 1835 rebeldes em Porto Alegre puseram a fugir o presidente da Província, tomando a cidade. Logo o movimento adquiriu feição separatista e republicana. A reação do governo central não tardou. Porto Alegre foi recapturada logo mas o interior deu sérios trabalhos aos imperiais até que em 1845, quando comandados pelo Visconde de Caxias, prevaleceram, e foi assinada a Paz do Poncho Verde, quando foi dada uma anistia geral aos revoltosos, pagas indenizações aos chefes militares e libertos os escravos sobreviventes que haviam lutado.







Em determinado momento esta revolta, que chegou a resultar na proclamação da efêmera República Rio-Grandense e dominar cerca de metade do estado, propagando-se até Santa Catarina, mobilizou dois terços da força militar nacional, enviada para sufocá-la. Nesse intervalo a economia da província, já fragilizada, entrou em colapso.






No início do século o estado alcançava a terceira posição na economia nacional. O censo de 1900 acusou 1 149 070 habitantes; 67,3% de analfabetos; 43% dos empregos eram na área rural. Do total de habitantes, quase 300 mil eram trabalhadores; destes 56 mil eram mulheres, 49 mil eram artesãos ou possuíam um ofício, 31 mil estavam no comércio. Havia também 3165 "capitalistas", como chamavam os grandes industriais e comerciantes, e 4455 funcionários públicos.






   

 
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