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O Ódio Impresso no Lenço

A expressão "Maragatos e Chimangos" está associada aos conflitos políticos que marcaram o Rio Grande do Sul no fim do século XIX e início do XX, especialmente durante a Revolução Federalista (1893-1895) e seus desdobramentos.

Nesse contexto, os lenços se tornaram símbolos de identificação partidária. O grupo governista, ligado ao Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), era frequentemente associado ao lenço branco e recebeu, de forma pejorativa, o apelido de "chimango".

Federalistas pelo Velho Federal

Do outro lado estavam os federalistas, conhecidos como maragatos, geralmente identificados pelo lenço vermelho. O movimento criticava a centralização do poder estadual e defendia maior equilíbrio institucional no cenário republicano recém-formado.

Com forte presença de lideranças civis e militares, os maragatos mobilizaram regiões de fronteira e áreas rurais, tornando o conflito parte importante da história política gaúcha.

A Degola como Moeda de Troca da Brutalidade

A Guerra Federalista foi marcada por episódios de extrema violência, incluindo práticas de execução sumária que deixaram cicatrizes profundas na memória regional. A chamada "degola" tornou-se um dos símbolos mais traumáticos desse período.

As rivalidades políticas não desapareceram com o fim da guerra e voltaram a influenciar disputas posteriores, como a Revolução de 1923. Até hoje, os termos maragato e chimango permanecem no vocabulário histórico e cultural do estado, lembrando a complexidade dessas divisões.

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